quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tranças Doces - Receita da Clara de Sousa

São absolutamente maravilhosas. Fofinhas. Eu juntei raspa de limão à receita original e recheei as minhas com creme de pasteleiro. Numa próxima confecção vou experimentar com chocolate e quase de certeza que vão ser também apreciadas. Fiz no sábado de manhã e tive de esconder metade de uma para resistir até domingo de Páscoa.





Pincelei com ovo batido antes de irem ao forno e polvilhei com açúcar. São mesmo deliciosas.

Receita:
500g de farinha tipo 65
1,5 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar + 50g de açúcar
1 ovo
80g de margarina
1 saqueta Vahiné de fermento de padeiro seco (4,6g)
230ml de leite morno
1 gema com um pouco de leite para pincelar
Na taça do robot, dissolva o fermento com o leite morno, o sal 1 colher de chá de açúcar. Misture bem à mão com vara de arames. Deixe fermentar um pouco (2 ou 3 minutos). Adicione os 50g de açúcar, a farinha peneirada, o ovo e a margarina cortada em pedaços, à temperatura ambiente. Coloque a taça no robot, bata com acessório de massa, até ficar uma massa elástica.
(Todo este processo pode ser feito à mão se não tiver máquina). Polvilhe a bancada e trabalhe a massa à mão durante mais uns minutos. Se a massa estiver a pegar muito, vá polvilhando com farinha, pouco de cada vez. Assim que conseguir descolar coloque numa taça, cubra com um pano e deixe levedar para o dobro ou mais. Deve demorar entre 1 a 2 horas até ficar assim. Passado esse tempo coloque a massa na bancada polvilhada com farinha, dê-lhe umas amassadelas e divida em dois. Enrole duas tiras com cerca de 60cm cada.
Coloque uma sobre a outra, em cruz.
Cruze as pontas até terminar a massa. Opção Recheado: um pouco de leite condensado cozido (doce de leite) ou outro recheio à escolha.


sexta-feira, 29 de março de 2013

Folar de Vouzela

O Folar de Vouzela caracteriza-se por ter um recheio meloso e cremoso e absolutamente delicioso. O que acontece porque a massa do folar é aberta e esticada, pincelada com manteiga. Junte-se a isto uma camada de açúcar amarelo, et voilá!

Já levedados uma primeira vez, com a tal manteiga e açúcar e dobrados em feitio de ferradura. Voltam a levedar até praticamente duplicarem de volume antes de irem ao forno.







E o resultado final. São deliciosos. A receita dá para dois folares grandes ou para quatro mais pequeninos, mas que correm o risco de ficarem mais secos. A receita como já referi, é de uma teleculinária de abril de 1981. Só para verem como eu sou antiga!

Bolos Fintos típicos do Alto Alentejo

Estes foram uma estreia. São um dos sabores da minha infância. Quando ia ao Alentejo passar a Páscoa, fatalmente uma das minhas tias já tinha um destes exemplares à minha espera. Descobri a receita recentemente e decidi aventurar-me. Metade de um já foi. Embora tenham um aspecto parecido com o dos folares em termos de sabor e textura são muito diferentes. 







Eu fiz metade da receita e resultou em oito bolos fintos. Por isso, e a não se que tenham uma família mesmo grande não aconselho a fazerem a receita completa. A quantidade de farinha não está indicada, mas é até tender, tipo massa de pão, mas mais molinha.

14 ovos
750 g de açucar
60 g de fermento de padeiro
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
2 cálices de aguardente
1/2 colher de chá de canela
1/2 colher de sobremesa de erva-doce
Sal, farinha q.b.

Bater os ovos com o açúcar, adicionar o fermento préviamente diluído num pouco de água quente, o leite, o azeite, a aguardente, sal, canela e erva-doce. Aquecer esta mistura em lume brando e adicionar a farinha a pouco e pouco. Amassar bem até a massa formar bolhas. Abafar com um pano branco e deixar levedar (fintar) 5 horas.
Tender os bolos, redondos e colocá-los num tabuleiro sobre um pano branco de modo a não se colarem.
Mantêm-se assim várias horas até crescerem. Depois pincelam-se com ovo, polvilham-se com açúcar e cozem-se em forno moderadamente aquecido num tabuleiro polvilhado com farinha.

Boa Páscoa.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Twix gigante

"Aquele Twix é um bocado perigoso. É que é mesmo bom!" Foi a avaliação de um dos meus sobrinhos sobre a receita que retirei da página da Clara de Sousa.



As fotografias demonstram que o jeito, ou a falta dele para a fotografia não é um exclusivo meu!
Aqui fica a receita para o caso de querem experimentar!

Twix gigante

Base de bolacha:
300 grs farinha de trigo
120 grs açúcar refinado
200 grs margarina à temperatura ambiente

Caramelo:
100 grs de margarina à temperatura ambiente
100 grs açúcar mascavado
2 latas de leite condensado (ou 1 grande como na foto)

Chocolate:
2 tabletes (200 grs cada) de chocolate meio amargo
(pode juntar um pouco de manteiga se precisar para desfazer melhor)
uma taça, junte a farinha com o açúcar refinado e os 200 grs de manteiga e amasse bem à mão até ter uma massa moldável.
Unte um tabuleiro (neste caso foi um de 24x34) e calque a massa por toda a base.
Pique com um garfo e leve a forno pré-aquecido a 180º entre 20 a 30 minutos até ficar ligeiramente dourada.

Faça o caramelo: Num tacho (de preferência anti-aderente) leve ao lume 100 grs de manteiga em lume brando. Quando derreter junte o açúcar mascavado e mexa até desfazer os grãos. Depois junte o leite condensado e deixe cozer, sempre mexendo, até engrossar - quando se começar a descolar das paredes do tacho está pronto. 
Verta sobre a bolacha, espalhe bem com uma espátula e leve ao frio.

Derreta o chocolate em banho-maria - se achar que está grosso junte um pouco de manteiga para amaciar.
Verta sobre o caramelo, espalhe bem com uma espátula e leve ao frio.

Para cortar em quadradinhos, retire-o um pouco antes do frigorífico para que a faca corte melhor as 3 camadas sem desfazer.


O ensaio do folar

Já não é uma estreia. Tenho o hábito de fazer os folares de Páscoa em casa. Costumo fazer este e um de Vouzela, que é pincelado de manteiga coberto de açúcar amarelo e depois dobrado. O resultado é um folar com um recheio meio meloso, absolutamente delicioso. Ainda não sei se faço também essa versão ou se me fico por esta. Sei é que no domingo de manhã a minha cozinha vai ter um cheiro maravilhoso a erva doce e canela, açúcar e cabrito no forno e outros aromas igualmente divinais. E só para que conste, cá em casa e apesar dos protestos a Páscoa é amarela. Uma cor que eu tento prolongar da decoração à comida. 

Com açúcar branco por cima.


Com açúcar amarelo.


Os dois exemplares.

A receita é de uma Teleculinária do tempo da outra senhora, tal como a do folar de Vouzela de que falei antes e que retirei da Teleculinária de abril de 1981. Alguns de vocês nem tinham nascido!!! Se tiver tempo ainda ponho a receita.