sexta-feira, 29 de março de 2013

Folar de Vouzela

O Folar de Vouzela caracteriza-se por ter um recheio meloso e cremoso e absolutamente delicioso. O que acontece porque a massa do folar é aberta e esticada, pincelada com manteiga. Junte-se a isto uma camada de açúcar amarelo, et voilá!

Já levedados uma primeira vez, com a tal manteiga e açúcar e dobrados em feitio de ferradura. Voltam a levedar até praticamente duplicarem de volume antes de irem ao forno.







E o resultado final. São deliciosos. A receita dá para dois folares grandes ou para quatro mais pequeninos, mas que correm o risco de ficarem mais secos. A receita como já referi, é de uma teleculinária de abril de 1981. Só para verem como eu sou antiga!

Bolos Fintos típicos do Alto Alentejo

Estes foram uma estreia. São um dos sabores da minha infância. Quando ia ao Alentejo passar a Páscoa, fatalmente uma das minhas tias já tinha um destes exemplares à minha espera. Descobri a receita recentemente e decidi aventurar-me. Metade de um já foi. Embora tenham um aspecto parecido com o dos folares em termos de sabor e textura são muito diferentes. 







Eu fiz metade da receita e resultou em oito bolos fintos. Por isso, e a não se que tenham uma família mesmo grande não aconselho a fazerem a receita completa. A quantidade de farinha não está indicada, mas é até tender, tipo massa de pão, mas mais molinha.

14 ovos
750 g de açucar
60 g de fermento de padeiro
2,5 dl de leite
2 dl de azeite
2 cálices de aguardente
1/2 colher de chá de canela
1/2 colher de sobremesa de erva-doce
Sal, farinha q.b.

Bater os ovos com o açúcar, adicionar o fermento préviamente diluído num pouco de água quente, o leite, o azeite, a aguardente, sal, canela e erva-doce. Aquecer esta mistura em lume brando e adicionar a farinha a pouco e pouco. Amassar bem até a massa formar bolhas. Abafar com um pano branco e deixar levedar (fintar) 5 horas.
Tender os bolos, redondos e colocá-los num tabuleiro sobre um pano branco de modo a não se colarem.
Mantêm-se assim várias horas até crescerem. Depois pincelam-se com ovo, polvilham-se com açúcar e cozem-se em forno moderadamente aquecido num tabuleiro polvilhado com farinha.

Boa Páscoa.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Twix gigante

"Aquele Twix é um bocado perigoso. É que é mesmo bom!" Foi a avaliação de um dos meus sobrinhos sobre a receita que retirei da página da Clara de Sousa.



As fotografias demonstram que o jeito, ou a falta dele para a fotografia não é um exclusivo meu!
Aqui fica a receita para o caso de querem experimentar!

Twix gigante

Base de bolacha:
300 grs farinha de trigo
120 grs açúcar refinado
200 grs margarina à temperatura ambiente

Caramelo:
100 grs de margarina à temperatura ambiente
100 grs açúcar mascavado
2 latas de leite condensado (ou 1 grande como na foto)

Chocolate:
2 tabletes (200 grs cada) de chocolate meio amargo
(pode juntar um pouco de manteiga se precisar para desfazer melhor)
uma taça, junte a farinha com o açúcar refinado e os 200 grs de manteiga e amasse bem à mão até ter uma massa moldável.
Unte um tabuleiro (neste caso foi um de 24x34) e calque a massa por toda a base.
Pique com um garfo e leve a forno pré-aquecido a 180º entre 20 a 30 minutos até ficar ligeiramente dourada.

Faça o caramelo: Num tacho (de preferência anti-aderente) leve ao lume 100 grs de manteiga em lume brando. Quando derreter junte o açúcar mascavado e mexa até desfazer os grãos. Depois junte o leite condensado e deixe cozer, sempre mexendo, até engrossar - quando se começar a descolar das paredes do tacho está pronto. 
Verta sobre a bolacha, espalhe bem com uma espátula e leve ao frio.

Derreta o chocolate em banho-maria - se achar que está grosso junte um pouco de manteiga para amaciar.
Verta sobre o caramelo, espalhe bem com uma espátula e leve ao frio.

Para cortar em quadradinhos, retire-o um pouco antes do frigorífico para que a faca corte melhor as 3 camadas sem desfazer.


O ensaio do folar

Já não é uma estreia. Tenho o hábito de fazer os folares de Páscoa em casa. Costumo fazer este e um de Vouzela, que é pincelado de manteiga coberto de açúcar amarelo e depois dobrado. O resultado é um folar com um recheio meio meloso, absolutamente delicioso. Ainda não sei se faço também essa versão ou se me fico por esta. Sei é que no domingo de manhã a minha cozinha vai ter um cheiro maravilhoso a erva doce e canela, açúcar e cabrito no forno e outros aromas igualmente divinais. E só para que conste, cá em casa e apesar dos protestos a Páscoa é amarela. Uma cor que eu tento prolongar da decoração à comida. 

Com açúcar branco por cima.


Com açúcar amarelo.


Os dois exemplares.

A receita é de uma Teleculinária do tempo da outra senhora, tal como a do folar de Vouzela de que falei antes e que retirei da Teleculinária de abril de 1981. Alguns de vocês nem tinham nascido!!! Se tiver tempo ainda ponho a receita.


Ensaios para a Páscoa

Não vale rir. Eu gosto de testar para conseguir que saia tudo bem nos dias de festa. E para mim a Páscoa é a festa de família por excelência. Na minha terra é a altura em que as famílias se reúnem  No domingo de Páscoa comemos Sarapatel e na segunda feira leva-se o cabrito temperado para a barragem e grelha-se na brasa. Piquenique em família e muito boas recordações de infância.
Por isso ontem testei uma versão mais simples de boleima, um dos bolos tradicionais do meu Alentejo e fiz os primeiros folares da época. 



Ficou deliciosa e de facto muito mais simples do que a tradicional que é feita com massa de pão. 
Experimentem e contem-me!

Ingredientes
4 Ovos
2 Chávenas de açúcar amarelo
3 Chávenas de farinha com fermento
1 Chávena de óleo (mal medida)
1 Chávena de leite
1 Colher de chá de fermento em pó

2 maçãs descascadas e cortas em fatias finas
Modo de Preparação
Bate-se os ovos. Junta-se o óleo, o leite. Depois o açúcar, a farinha e o fermento. Bate-se bem com a batedeira. Depois de tudo bem batido, deitar metade da massa num tabuleiro untado com óleo e polvilhado com farinha (previamente forrado com papel vegetal). Por cima da massa coloca-se uma camada de maçã
. Polvilha-se com açúcar amarelo e canela. Deitar em cima da maçã o resto da massa e cobrir, novamente com açúcar e canela.
Borrifar, o açúcar e a canela com água (pouquinha) para deixar uma crosta crocante. 
Levar ao forno cerca de 60 minutos a uma temperatura de 180º, ou até o palito sair seco.

A minha foi feita ontem ao fim do dia e já vai a menos de metade.
Boa Páscoa.